terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Uma nota sobre o número ‘Sete’


Uma nota sobre o número ‘Sete’
ONA 1997 eh

Para o ocidente, o cosmos sempre foi compreendido como uma divisão de sete vibrações fundamentais - um conceito que se originou de Albion. Ao longo dos séculos, esta divisão tem sido simbolizada de diversas formas: estrelas, árvores, metais - e planetas. As formas escolhidas são, na maior parte, usadas em um sentido simbólico, ao invés de literal. Portanto no que se refere aos planetas, aqueles atribuídos às esferas da árvore de Wyrd como usado dentro do Sistema Septenário [ou 'Caminho Sinistro Septenário'; Satanismo tradicional e assim por diante] são usados como símbolos para representar as sete forças fundamentais do cosmos, ao invés de literalmente serem forças atribuídas aos próprios planetas, ou planetas que de alguma forma criaram essas forças.
Dessa forma, considerando que havia apenas sete planetas que podiam ser observados, isso não influenciou o conceito dos 'sete cósmicos'; pelo contrário, devido ao fato de ser conhecida a existência dos sete planetas, eles foram convenientemente atribuídos como símbolos representativos das sete vibrações já existentes. A descoberta da existência de outros planetas desde então é irrelevante, uma vez que - esses outros planetas não mudam o que realmente existe - o sete - e não são importantes esotericamente, uma vez que os planetas são usados apenas simbolicamente.
Logicamente, isto não significa que os planetas e as constelações não produzam 'efeitos' no sentido esotérico, mas dentro de um ritual mágico, a abordagem comum de 'grimoire', produz resultados tão pequenos que são insignificantes [e o que pode existir - bastante insignificante em si - não é reconhecido porque espera-se algo diferente.
No que diz respeito as constelações, uma compreensão do seu significado no âmbito do funcionamento do cosmos requer um determinado tipo de vida que poucos empreenderão hoje em dia - e esta vida pode abranger várias 'temporadas alquímicas' (muitos anos). Em ambos os casos, o adepto deve descobrir, por si mesmo, pela vivência prática, a realidade destas formas naturais - como inteiramente separada de seu uso tradicional como símbolos abstratos ao longo da história.
Uma forma da astrologia se aproximar da natureza é através de um entendimento confinado dentro do simbolismo; A magia usa o simbolismo como um meio para um entendimento unificado, o simbolismo [e isto inclui formas como a árvore de Wyrd] sendo descartado, uma vez que o cosmos é apreendido como é, desprovido de projeções. Como sempre é enfatizado, esta percepção só pode ser criada por uma forma de vida alquímica, conforme consagrada pelas ordálias práticas desse Caminho Septenário.   

Tradução: AShTarot Cognatus 
Revisão: Yogamaya Purnamasi Devi Dasi 
- Ordem dos Nove Ângulos -

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Lenda Arthuriana – De Acordo à Tradição Secreta Sinistra

Há uma tradição oral secreta a respeito daquele que é conhecido como "Rei Arthur", a qual merece ser relembrada. De acordo com esta tradição:

1) Arthur foi um chefe 'Romano-Bretão'.
2) Sua esposa se chamava Gonnore, e seu pai foi um chefe cuja base era o forte atualmente conhecido como 'velho Oswestry'.
3) A base de Arthur, "Camelot", era a cidade de Viroconium (atual Wroxeter em Shropshire). Esta cidade foi a capital de um próspero e poderoso-senhor de guerra e chefe britânico Vortigern (c. 450 ev). Também estava associada ao senhor de guerra Aznbrosius, que era de ascendência romana. Arthur manteve uma continuidade e um certo estilo de vida 'Romano-britânico'. Ele seguiu a tradição de Vortigern e Ambrosius, tornando-se um poderoso chefe cujo reinado foi vasto.
 Ele surgiu depois de Ambrosius - c. 500ev.
4) Arthur e seu povo eram pagãos. Suas crenças eram nativas, conectadas com deuses e deusas.
5) Arthur lutou muitas batalhas para proteger seu Reino de rivais. Algumas de suas batalhas foram travadas com tribos invasoras - mas na maior parte, essas novas tribos se estabeleceram pacificamente no que é agora a Inglaterra. Houve mais assimilação do que conquista. [A ideia de 'hordas bárbaras' invadindo impiedosamente é um mito - criado por gerações posteriores e parte de uma campanha de doutrinação Nazarena.]
6) Um dos seus parentes - conhecido posteriormente sob o nome de 'Modred' - tomou partido de alguns dos seus inimigos (ou seja, chefes rivais) e Arthur lutou contra ele em uma batalha na qual foi gravemente ferido. O local da batalha localizava-se perto do Rio Camlad e do moderno vilarejo de Shropshire de Wotherton. Arthur retornou a sua fortaleza através de um lago atualmente chamado de 'Marton Pool', perto de Worthen (Sudoeste de Shrewsbury). Na época, este lago tinha uma ilha - um monte contendo um bosque de árvores. O lugar era considerado sagrado, e as águas tinham a fama de ter poderes de cura. A ilha era a morada de uma deusa, e era habitada por uma sacerdotisa, conhecida como 'Dama do lago". Este monte ainda existe, apesar de não estar mais cercado por água, pois o lago encolheu e transformou-se em um poço.
7) O lendário 'Merlin', na verdade, era um pagão-sábio conselheiro de Arthur. Sua morada localizava-se nos arredores ao oeste da Long Mynd.
8) Após sua batalha final, Arthur retornou mortalmente ferido à sua cidade, onde foi sepultado. Algum tempo depois, a cidade foi evacuada pacificamente, pois tornou-se indefensável. Uma nova fortaleza foi fundada sobre uma colina entre um trecho do rio Severn, e Arthur foi re-enterrado aqui. Este monte serviu como uma das sedes dos reis de Powys - muito mais tarde uma cidade cresceu em torno dele, e recebeu o nome de Scrobbesbyrig. Posteriormente, passou a ser chamada de Shrewsbury. Antigamente, tal monte se chamava 'Colina dos Alders’. Atualmente, há uma Igreja Nazarena localizada perto do local da tumba de Arthur.
9) O "símbolo do clã" de Arthur era um dragão. 

Tradução: AShTarot Cognatus
Revisão: Yogamaya Purnamasi Devi Dasi

- Ordem dos Nove Ângulos -

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

A Respeito das Tradições da ONA



Por um longo tempo, as tradições foram divulgadas em uma base individual – de Mestre ou Senhora ao iniciado.
Não havia uma 'Ordem'.  Durante uma determinada época, havia alguns adeptos que ensinavam poucos pupilos por um longo período de tempo.
Assim o foi até a sexta década deste século atual, onde houve uma mudança deste padrão.  Até aqui, a tradição era secreta e reservada, e os pupilos em perspectiva eram sujeitos a testes e severas provações, de natureza física, mental e mágica.  As tradições eram orais, com uma ou duas exceções, e estão relacionadas a determinados rituais mágicos e canto esotérico.  Mas mesmo estes, foram escritos em código ou em certificados simbólicos/magickos a fim de escondê-los dos não iniciados.
A própria tradição se envolveu em: a) determinados ritos e cerimônias de 'Magia Negra' – por exemplo: A Cerimônia do Sacrifício; O Chamado Sinistro; Os Ritos dos Nove Ângulos [Nota:  Estes são títulos póstumos concedidos a aqueles que não possuíam nenhum título]; b) determinadas crenças/lendas que se relacionam aos Deuses Obscuros; c) determinados métodos que acreditavam ser necessários para se alcançar o grau de adepto [por exemplo, o que posteriormente se tornou conhecido como os 'Rituais de Grau']; d) determinado conhecimento esotérico, por exemplo, Canto Esotérico, o sistema septenário de correspondência; e) determinadas práticas de uma natureza sinistra [descrito em MSS, tais como 'Abate'; 'Guia para teste dos opfers'].
Havia também uma crença que mais tarde se tornou conhecida como 'A Dialética Sinistra da História' - uma tentativa de compreender Aeons e os rudimentos do que depois se transformou em Magia Aeonica.
Ocasionalmente, os rituais cerimoniais foram empreendidos para  finalidades específicas em que a maioria daqueles que pertenciam à tradição, se  não todos, participavam.  Às vezes, estes eram tão poucos que outros precisavam ser recrutados, sujeitos a testes usuais e assim por diante.  Mas este 'recrutamento' era para uma finalidade específica, e não a política geral.

Entretanto, na sexta década deste século atual isto mudou - sob a orientação da Senhora que representava até então a tradição.  Ela formou diversos grupos cerimoniais, todos autônomos.  Estes, entretanto, nunca foram grandes, e o número combinado de pessoas nestes grupos nunca excedeu ao trinta.  Alguns dos indivíduos assim recrutados vinham de grupos já existentes de Magia Negra ou Caminho da Mão Esquerda (como o OTP, o Templo do Sol, e a Ordem Negra).  Devido a esta mudança, uma certa estrutura foi dada à tradição - e um nome, além daqueles já existentes que serviam para identificar os aderentes desta tradição.  Os nomes descritivos existentes eram ' Satanismo Tradicional, o Sistema Septenário, e hebdomadária.  O novo nome, adotado pela Senhora, foi Ordem dos Nove Ângulos.  Os grupos autônomos adotaram também seus próprios nomes, como sub-templos dentro da ordem.  Um destes era 'Camlad'; outro era 'Templo do Sol' (quase todos os membros do que era chamado por este nome se juntaram à ONA).
Alguns anos seguintes, os sunedriões da ordem ocorreram, e as iniciações cerimoniais realizadas.  Isto continuou por mais alguns anos, após a Senhora ter-se retirado.  Sua decisão era o resultado de uma estratégia sinistra - para empreender atos específicos de magia sinistra cerimoniais; para aumentar o número de adeptos genuínos e para criar formulários temporais para dirigir determinadas energias magickas e para provocar assim determinadas mudanças, preparando o caminho para o estágio seguinte.
Entretanto, a realidade era um tanto diferente da teoria.   Alguma qualidade tinha sido perdida.  Havia uma concentração nos aspectos externos da magicka em contraste com o interno e o aeonico.  Consequentemente, após alguns anos, a pessoa que representava a ordem dispersou os grupos, e retornou aos métodos tradicionais. Os próprios métodos foram refinados e estendidos, e se tornou prática dos Adeptos Externos formar e controlar seu próprio Templo, com total liberdade.  Além disso, uma decisão foi tomada para gradualmente se tornar disponível todas as tradições da ordem juntamente com as novas técnicas desenvolvidas. As novas técnicas incluem 'O Jogo Estelar'.  Os Rituais de Grau da classe foram revisados, e métodos adicionais foram desenvolvidos, junto com um sistema teórico detalhado para explicar a  verdadeira natureza dos métodos e da própria magia.  Assim, um sistema puramente prático de treinamento foi criado, o que fez com que  o grau de Adepto e outros graus além deste fossem disponibilizados a todos. Este sistema foi chamado de 'O Caminho Septenário' [mais tarde 'O Caminho Sinistro Septenário'].  A base deste sistema foi descrita em um MS da ordem intitulado 'Naos'.
De acordo com a tradição, as tradições herdadas pelo Grande Mestre atual da Senhora que o iniciou, foram ditas ser uma sobrevivência daquilo que foi chamado de 'O Terceiro Caminho da Magia'; uma sobrevivência da civilização que floresceu em Albion.
 Estas tradições eram limitadas a uma determinada área geográfica, no norte pelo Stiperstones; no oeste pelo Long Mynd; no leste pelo caminho neolítico atualmente conhecido como Kerry Ridgway; e no sul pelo rio Clun. Entretanto, trata-se somente de uma tradição, sem nenhuma evidência direta para suportá-la.

 
Resumidamente, esta é a 'história' da ONA.  Atualmente, a função da ordem é:
(a) guiar indivíduos apropriados para o grau de Adepto e além; (b) trabalhar a Magia Aeonica de acordo com a estratégia sinistra; (c) implementar esta estratégia através de várias táticas.
Uma tática usada há alguns poucos anos está fazendo com que a tradição se torne mais accessível, bem como os novos desenvolvimentos que se estenderam e refinaram essa tradição, dando forma ao sistema prático mencionado acima.
 
ONA 1990 eh
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[Nota Editorial:  Eu sei que a história da década de sessenta, como explicada acima, é factual, uma vez que eu participei dela.  A respeito do que aconteceu antes – por exemplo, entregar a tradição de Mestre/Senhora ao pupilo depois de um longo período de tempo, e a associação da área mencionada com a tradição - Eu tenho somente a palavra da Senhora que me iniciou.  Ainda que eu me sinta inclinado, depois de todos os anos intermediários, a aceitar sua palavra, não permanece nenhuma prova, ou ao menos nenhuma de que eu esteja ciente.  Tudo o que eu sei é que ela me ensinou muito conhecimento esotérico, indisponível naquele tempo em quaisquer livros publicados ou manuscritos accessíveis. Este conhecimento inclui o Canto Esotérico (qv.  'Naos’), o sistema septenário de correspondência, e os ensinamentos divulgados no MSS 'Abate – Um Guia ao Sacrifício'; 'Guia para testar os Opfers’; 'Um Presente para o Príncipe' etc.** Cada pessoa deve fazer sua própria avaliação.

AL

O outro conhecimento dado inclui os mitos dos Deuses Obscuros (como explicado no MS 'Os Deuses Obscuros' e 'HP Lovecraft e os Deuses Obscuros'), o significado esotérico dos Nove Ângulos (como explicado no MS 'Os Segredos dos Nove Ângulos' - o MS 'Nove Ângulos – Significativos esotéricos' dá uma recente extensão do simbolismo), e alguns ritos cerimoniais (explicado em 'O Livro Negro de Satan').

   
Tradução: AShTarot Cognatus
Revisão: Yogamaya Purnamasi Devi Dasi

- Ordem dos Nove Ângulos -

domingo, 3 de dezembro de 2017

Krishnazathoth


Krishnazathoth
OZAL 108 e Yogamaya Purnamasi Devi Dasi
Templo de Azatao, Krishnazathoth Bhakta Sanga

Desde pequena, Kamila sempre se identificou mais com os vilões das histórias. Ela os desejava, e eles a excitavam a ponto de querer ser dominada e possuída por eles todos. Então, embora conhecesse os bondosos monges Hare Krishna que iam até a sua universidade vender livros, incensos e alimentos, ela não se identificava nada com eles, tampouco os desejava.
Mas seu desejo de ser possuída pelo oculto foi atendido por quem ela menos esperava, por um deles, Bhairav Das, que lhe mostrou que até então ela nada conhecia. Ele foi o responsável por lhe mostrar o caminho sinistro de Bhakti. Imediatamente, sentiu-se fascinada por seu amplo conhecimento, além do que despertava sua curiosidade e instintos mais selvagens. Por todos esses motivos, ela lhe pediu que fosse o seu guru, que fosse o responsável por iniciá-la no caminho sinistro, o que ele aceitou prontamente.

Em uma noite de lua cheia do mês védico de Katayani, Bhairav Das levou Kamila até o local de sua iniciação. Antes de entrar na mata, Bhairav Das colocou uma venda em seus olhos e a conduziu pelo caminho que a levaria até o destino. Ser privada de sua visão fez com que intensificasse ainda mais aquele desejo de ser dominada e possuída pelos vilões que a excitavam. Ela ansiava por qualquer toque, ou iniciativa para que pudesse liberar toda aquela energia acumulada na parte inferior de seu corpo. Essa mera expectativa a umedecia e fazia com que todos os pelos de seu corpo se arrepiassem, evidenciando para Bhairav Das o que sentia por ele, que controladamente conduzia toda a situação. 
Mas eis que durante o percurso, ambos foram surpreendidos por um tronco caído no meio da trilha, e a fim de auxiliá-la a passar por esse bloqueio, Bhairav segurou firmemente sua cintura, o que aumentou ainda mais o seu desejo de que aquelas mãos adentrassem violentamente o seu corpo.
Após chegarem ao local, Bhairav Das começou a preparar a fogueira para iluminar a área do ritual. Todo esse ambiente e clima a deixavam ainda mais agitada sexualmente. Então, Bhairav Das lhe serviu uma poção previamente preparada contendo poderosas ervas de conteúdo psicoativo. 

Após retirar a venda dos olhos de Kamila, Bhairav Das a despiu e passou a massageá-la com um óleo vegetal contendo alguns óleos essenciais. Enquanto suas mãos oleosas percorriam o seu corpo desejoso de que suas gotículas transparentes o adentrasse, ela afogava seus gemidos. Ela queria ser possuída e penetrada, mas ao término desse procedimento, ele a levou até a beira da correnteza de água que passava por ali e lhe instruiu a se banhar nas águas que refletiam os raios prateados da lua cheia. Isso arrefeceu o seu corpo, e após se banhar, foi dado início ao ritual de iniciação baseado na tradição sinistra. 

Bhairav fez o sinal do pentagrama invertido, enquanto vibrava "Agios Ischrythios Baphomet". Então houve o corte para derramamento de sangue no pergaminho contendo um sigilo, bem como a declaração de intenção em seguir o caminho sinistro. Após, a fim de selar o comprometimento, o pergaminho com sangue foi mostrado nas 4 direções.

Então, Bhairav Das entregou à Kamila um colar de prata com um pingente de quartzo e declarou:

"Agora lhe declaro Katayani devi dasi", selando suas palavras com um forte beijo e um abraço envolvendo seus quadris, o que a deixou novamente excitada e toda molhada, mas com uma intensidade e sensibilidade ainda maiores e únicas, proporcionadas pelo ritual e pelo elixir. 
Ambos se sentaram em um local confortável previamente preparado com uma pele de tigre para darem início a aquilo tão esperado por Katayani, a cópula sexual, a alquimia proibida destinada a abrir o portal (nexion) com os Deuses Obscuros. 
Durante o ato sexual, Katayani devi dasi pode sentir o ardor que surgia a partir da parte inferior de seu corpo dominado por Bhairav Das. Esse calor subiu pela sua coluna até alcançar as partes superiores de seu corpo, abrindo suas visões. De repente, ela se viu entrando em um túnel obscuro e iluminado. Diante dessa visão e com a intensidade do ato sexual, com o órgão de Bhairav preenchendo e ungindo todo o seu, Katayani devi dasi começou a ouvir o som de uma flauta que vinha do fim do túnel. Aquele som tão incomum, igual a tudo que havia experimentado aquela noite, fez com que alcançasse o orgasmo, deixando-a completamente exaurida.

Notas:
Esse conto foi escrito primeiramente durante o mês lunar védico de Katayani de 2015eh. Enquanto o escrevia, o autor do conto, OZAL 108, sentiu que devido ao conteúdo altamente herético desse manuscrito, ele poderia sofrer alguma reação adversa. No dia seguinte sua casa foi invadida e o seu notebook contendo o manuscrito original foi roubado. Um ano após, no mês de Katayani de 2016eh, ele foi reescrito, sendo finalizado com a ajuda de Yogamaya Purnamasi Devi Dasi no mês de Katayani de 2017eh e divulgado ao público na lua cheia (purnima), que finaliza esse mês lunar, sendo essa considerada uma superlua, quando está mais próxima da terra. 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Maestria Mágicka - Um Guia ao Novato


Maestria Mágicka - Um Guia ao Novato  
(Do Fenrir no. 6, yf 100)  
ONA

A essência de se alcançar o sucesso nos rituais cerimoniais e herméticos, é restringir o objetivo do ritual em um objetivo, bem especifico e achar antes do ritual a) uma visualização simples desse objetivo; b) uma frase (que pode ser cantada/vibrada) que captura o objetivo em poucas palavras.  Essa frase pode ser escrita (por ex: em um pedaço de papel e um código secreto que você criou ou nas escritas "ocultas" bem conhecidas) e queimar cerimonialmente durante o ritual.
Este objetivo deve se tornar então o seu desejo - e o ritual é o meio pelo qual esse desejo deve ser alcançado. Claro, que é essencial que esse desejo seja forte, e as técnicas de magia são simplesmente um meio onde esse desejo possa ser fortalecido e dirigido.
A técnica mais fácil de usar e dominar é frenesi. Isso é quando você trabalha gradualmente em si mesmo até um pico de emoção e excitação - e a a forma de um ritual é o meio para auxiliar isso, providenciando uma definição no tempo e espaço.  Em um ritual cerimonial, por exemplo, você pode usar um determinado texto (tal como "Pai Nosso" Satânico ou a Invocação a Baphomet) como um meio de gerar dentro de si a emoção necessária, dizendo as palavras firmemente e de forma teatral.  Se você está conduzindo um ritual com outras pessoas presentes, coloque-os em um estado mental adequado previamente, pois isso ajuda a gerar a partir de uma certa quantidade de energia mágica - você pode, por exemplo, mantém-los em um quarto escuro por cerca de meia hora antes do início do ritual. É essencial orquestrar o ritual, fazendo-o um evento memorável. 
O ritual inteiro do inicio ao fim, deve ser emocionante. Para atingir e manter tal emoção e drama, requer prática. Um bom magista irá ‘atuar’ na sua congregação, como um bom ator em um teatro - magia cerimonial sempre foi uma arte dramática. O feiticeiro adepto (ou feiticeira) às vezes também invocará de improviso em rituais cerimoniais, e por isso alguns cânticos devem ser memorizados previamente: para ser usado como e quando a ocasião exige.
Rituais - cerimoniais e herméticos - demandam energia e você é a faísca que inflama o fogo de Prometeu. Para gerar esta faísca requer esforço, tanto físico como mental, e você deve no final de qualquer ritual sentir-se eufórico mas cansado: estar, na verdade, quase à beira do esgotamento. Se você não estiver, é improvável que  o ritual seja bem sucedido. Esta é uma das coisas mais importantes para se lembrar. Não adianta apenas dizer as palavras, fazendo um pouco de cânticos ou mexendo os instrumentos: você deve ser emocional. Você deve literalmente ir quase ao ponto de possessão, de loucura divina/diabólica, mas sempre com o seu desejo (ou seja, o objetivo do ritual) firmemente diante de você, parando apenas pouco antes do abandono total. Você deve estar preparado para dançar, pular, rir, chorar e gritar - mas deve ser capaz de mudar abruptamente: cultivando o silêncio e olhar dramático.
Em rituais mais cerimoniais é uma das tarefas da congregação de abandonar-se - ao dançar seus desejos e assim por diante, mas você, como mestre/mestra cerimonial, não pode, uma vez que você deve direcionar as energias desencadeadas. Há um equilíbrio em qualquer ritual que só a experiência ensina, e a mestria envolve realizar rituais frequentemente a fim de desenvolver as competências necessárias.
Rituais funcionam através de energia: esta energia é direcionada por meio de visualização e canto/vibração através de seu próprio desejo. Ou seja, o ritual é o canal ou 'Portal', que permite um fluxo de energia acausal ao universo causal ('cotidiano'). Essa energia re-ordena o causal - ou seja, produz alterações.
Uma das primeiras prioridades de qualquer  feiticeiro aspirante deve ser adquirir e fornecer uma área como um templo - e/ou encontrar um local isolado e adequado ao ar livre. A mobília do templo deve ser simples, e deve ser deixado espaço para movimento. Seja criativo e individual sobre como criar a atmosfera certa no templo - por exemplo, uma bola de plasma em um templo de velas é mais impressionante do que um chata coleção de ossos velhos ou um crânio. Não use símbolos ou desenhos que você mesmo não entende/sabe o significado e mantenha-se a tradição. Por exemplo, um satanista tradicional genuíno nunca usaria qualquer simbolismo cabalístico ou estátuas/implementos/sigilos de Aeons mortos (Ex: Egito, Suméria). Em vez disso, haveria o setenário e simbolismo dos Deuses Obscuros (para os quais ver 'Codex Saerus' e 'Naos - um guia para a magia hermética sinistra'). 
Isto pode parecer pedante, mas é essencial para se sentir parte de uma tradição viva, exclusiva - alguém celebra o conhecimento secreto que os de fora não possuem, nem entendem se mostrado. Para sucesso em magia, sendo exclusivo significa mais poder e carisma.
Desenvolva sua habilidade de canto e vibrar por prática regular e não tenha medo de usar os cânticos latinos. Eles não são usados simplesmente porque poucos entendem o idioma - mas por causa de todas as línguas, latim é a melhor para ser cantada de acordo com os princípios do canto esotérico ( 'Naos’). Foi também a língua usada na missa negra tradicional, e alguns cânticos sem traduções sobreviveram os séculos. Estes cânticos devem ser memorizados para serem usado de improviso.

Exemplos de cantos:
*Veni, omnipotens aeterne diabolus!
*Ad Satanas qui laetificat juventutem meam.
Pone, Diabolus, custodiam!
*Aperiatur terra, et germinet Abatu.
*Caligo terrae scinitur
Percussa solis spiculo
Dum Lucifer ex stella nascitur
In fedei diluculo
Rebusque jam color
Redit Partu nitentis sideris.

Tradução: AShTarot Cognatus 

- Ordem dos Nove Ângulos -

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Revelação Satânica


Revelação Satânica 
ONA, 1994eh. 


[ O que se segue foi extraído de uma carta escrita por um membro da ONA a um inquiridor. Tal conteúdo é aqui reproduzido por revelar a real natureza de Satan e do Satanismo, e contesta as alegações daqueles que não compreendem o genuíno significado esotérico do Caminho Sinistro.]  

Há vários anos, em diversas cartas pra David Austin [Temple of Set¹] e para outros, Stephen Brown explicou que ser adversário era uma das razões pelas quais a ONA publicou vários artigos para contestar o que tinha se tornado a versão/visão “reconhecida” sobre o Satanismo. Essa versão “aceita” é a que foi promulgada por ambos, Temple of Set e a Church of Satan². Nós, na ONA, sabíamos que essa versão era basicamente uma imitação ou um pseudo-Satanismo,  um brincar de ‘mago’ por pseudo-intelectuais pretensiosos ou por aqueles sem nenhum conhecimento ou compreensão real, e portanto, sem nenhum caráter pessoal real. Esses dois grupos, seus membros, e outras imitações deles, tem tentado fazer o Satanismo manso e seguro, com muita conversa, muitos escritos, e muitos “rituais”. Porém, havia muito pouco ou nenhum Satanismo, sinistro ou ações sombrias sendo realizadas no mundo real.   

Para conter esse pseudo-Satanismo nós publicamos e disponibilizamos vários artigos e manuscritos – não especificamente para “ensinar” alguma coisa ou até mesmo para ganhar membros, pelo contrário, o fizemos para produzir controvérsias; para gerar uma reação. Essa é a dialética da mudança: tese-antítese-síntese; ying-yang-Tao, seja qualquer nome que tenha; o processo é o mesmo. Portanto, uma versão “alternativa” do Satanismo foi exposta, e uma história ou mythos³ “alternativo”. Coube e cabe a cada um, e todo indivíduo que leia nosso material, ou aqueles que entram em contato conosco, que façam as coisas por si mesmos. O esforço; o desafio é deles e somente deles. Tais coisas – como as próprias palavras (ou até mesmo a matemática) – foram e são meios, que devem ser usados para ir além deles. Aqueles que possuem a habilidade de ver ou entender o real intento/propósito por trás de tais coisas, [e aqueles que muitas vezes “leem as entrelinhas” ou percebem que existem algumas coisas que nós não dissemos] podem ir adiante, e realmente começar uma verdadeira jornada pelo Caminho da Mão Esquerda, e então desenvolver a si mesmos e talvez contribuir para a evolução.  Aqueles que não conseguem ou não podem ver ou entender, são irrelevantes de qualquer forma. A atual “verdade” ou “realidade”, por exemplo, os mythos/derivados/histórias propostos por nós, são irrelevantes. Uma das coisas que são importantes sobre tais coisas, é que são “alternativas”. Aqueles que não conseguem entender isso são irrelevantes.
Parte da nossa repulsa por grupos como Temple of Set é por conta do tipo de mentalidade desses grupos – que tentam fazer do Satanismo mais um tipo de religião, com “mandatos infernais”, ou um culto pessoal, com um “líder” idolatrado e endeusado. Nós sabemos que isso é a antítese do Satanismo – eles são, de fato, versões Nazarenas do “Satanismo”, assim como seu enervante chafurdamento no “horror”, morte, decadência, egoísmo e assim por diante, o que é frequentemente associado (falsamente) ao Satanismo.

No entanto, todas essas coisas tinham essa intenção mencionada no início. Existem outras razões por trás de outros materiais que foram publicados ou disponibilizados por nós. Uma delas foi oferecer para alguns indivíduos a chance de atingir o grau de Adepto sinistro/Satânico genuíno e além – para dar a eles uma oportunidade de começar e avançar ao longo do caminho, e para que eles não mudem apenas a si próprios mas, pela interação, mudar outros e a “sociedade” em si. Na realidade, para “presenciar” [ou “conduzir”] forças sinistras/Satânicas por meio desses indivíduos por causa das vidas/ações desses indivíduos. Isso foi feito porque nós consideramos que havia chegado a hora (considerado pelo o que chamamos de nossa estratégia aeonica) de haver mais Adeptos na nossa tradição sinistra – além dos poucos que existem até o momento e que sempre foram ensinados individualmente, de Mestre/Senhora para noviço. De fato, ao publicar todo o nosso material, damos a todos a oportunidade de se esforçar e alcançar o grau de Adepto e além. Certamente, poucos irão fazer isso porque o Caminho em si é difícil e perigoso – uma vez que é requerido de cada noviço executar feitos de escuridão no mundo real para que possam ir além das ilusões de "bem" e "mal" e então descobrirem esse equilíbrio dentro deles que é exclusivo de cada pessoa, e que os tornam parte de uma elite. E esse equilíbrio que é a essência do Adepto –  e ainda há vários estágios inclusive até após essa conquista. Naturalmente, alguns que tentam jamais alcançarão isso – eles podem acabar desistindo, derrotados pela sua fraqueza interna; ou podem se juntar a um outro grupo mais seguro (por ser fácil brincar de mago e pertencer a um grupo como o TOS); ou realmente serem esmagados por forças “sinistras”; ou ainda entrarem em conflito com as várias leis estúpidas do país onde residem, e assim por diante...              

Assim como eu, outros na ONA também atestaram várias vezes: nosso Caminho é muito simples. Não há mistificações, não há “ensinamentos”.  Só há um método que foi comprovado funcionar. Se algum indivíduo quiser testar – ótimo; se não quiser – ótimo também. Trata-se de uma escolha pessoal. De qualquer forma há uma mudança; há uma felicidade; há um “presenciar” das forças “sinistras” nesse planeta; há uma evolução, mesmo que seja lenta.
       
Em respeito as nossas políticas, e coisas similares, como “raça”. Esses são meios, para atingir ou conquistar certos objetivos, que são e podem ser úteis na história de um aeon (ou na criação de um novo aeon) e podem ser usados. O que importa nisso é que tem que haver uma Mudança contínua – a dialética em operação; uma força geracional e evolutiva. Isto é, o presenciar do que nós descrevemos como forças/energias “acausais”. [Em termos convencionais,  pode-se dizer – “Mantenha vivo o apoio ao Príncipe das Trevas]. Não há nenhuma “verdade” abstrata fora de um aeon específico – o que outros  consideram “fatos da história” (por exemplo, em relação a raça) para nós é fundamentalmente irrelevante. O que  importa é o mythos – criar um meio ou muitos meios para mover/motivar outros para que estes façam história, e então mudem a evolução. Nós estabelecemos vários objetivos, cuja conquista irá alterar a evolução, e mudar as coisas para sempre. Para alcançar esses objetivos, várias coisas devem ser feitas, e vários meios devem ser usados. Esse alguém, se deseja criar mudanças evolutivas em larga escala, deve ser prático, e não místico. Acreditar que alguém pode realizar tais mudanças, é bem diferente de realmente faze-las. Requer uma verdadeira sabedoria, um conhecimento  dessas forças/coisas que movem/mudam as pessoas, individualmente e em massa, e que criam/mudam sociedades, civilizações e os próprios aeon. De certa forma, isso tudo é sobre o que é ser um genuíno Mestre/Senhora  – podendo ser muitas vezes (e geralmente é) divertido.
 
Nossos objetivos são nossos. Não estamos preocupados com o passado – alegando que nós existimos há muito tempo, que várias pessoas históricas fizeram parte de nós, e que nós causamos grandes mudanças, ou que fomos responsáveis pela divulgação do conhecimento “esotérico”. Até onde sei, nenhuma pessoa famosa (ou mesmo infame) pertenceu a nós, assim como também não fomos responsáveis por mudanças /eventos históricos de grande escala. Somos apenas um número pequeno de indivíduos discretos, cuja maior parte trabalha de forma reclusa para alcançar o que agora entendemos como sendo o grau de Adepto, e além. O que realmente nos interessa é o futuro. Se eu estivesse inclinado a ser dramático (e eu raramente sou) diria que iremos ou podemos trilhar destinos reais no futuro pelo potencial dentro de alguns indivíduos para criar e fazer com que este destino real exista agora. – como uma consequência da evolução, da história, das civilizações que existiram antes. Certas possibilidades existem agora, pela primeira vez em nossa evolução como espécie. Se isso será realizado ou não, é outra questão – mas um dos nossos objetivos é tentar, e efetivamente fazer isso. A respeito disto, todos os outros grupos “satânicos” são irrelevantes, pois eles não sabem nenhuma dessas coisas e, portanto, não têm nenhuma visão sobre o que (ou quem) "Satan” realmente é.
         
O que tudo isso significa é que não usamos ideias, jargões, termos, "histórias", métodos ou o que quer que seja, de outros. Não há um ponto de referência para nós, no Caminho da Mão Esquerda, porque somos únicos e genuinamente independentes. Nós somos um todo coerente, que não pode ser comparado com nenhum outro grupo. Nossas ideias, métodos, jargões, termos, “história” e assim por diante se insinuarão no tecido desta sociedade e de outras sociedades. Na verdade, isso já está ocorrendo. Além disso, haverá mais singularidade – isto é, mais criatividade de dentro. Novos desenvolvimentos que também funcionarão, ocasionalmente de maneira bastante lenta (décadas, e ocasionalmente séculos), no "mainstream", produzindo assim mudanças, às vezes por conta da dialética adversária da mudança. Existe e existirá também um verdadeiro presenciar das energias criativas e acausais pelo próprio fato de nossa existência e desenvolvimento contínuos.

Notas:
¹ Temple Of Set [TOS]: Trad: Templo de Set: Organização religiosa do Caminho da Mão Esquerda.
² Church Of Satan: Trad: Igreja de Satã: Organização religiosa satânica.
³ Mythos: Conceito da psicologia analítica que define: “ O Mythos de uma sociedade proporciona um contexto que dá sentido a seu cotidiano; e dirige sua atenção para o eterno e o universal. Estando enraizado no inconsciente”. 

Tradução: Kaligula Runavigonark
Revisão: AShTarot Cognatus
Revisão do português: Yogamaya Purnamasi Devi Dasi

- Ordem dos Nove Ângulos -

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Manipulação II



Manipulação II 
ONA 1990 ev



Um dos princípios fundamentais da Magia Negra é o elitismo: a crença que a maioria está abaixo dos iniciados em termos de compreensão, inteligência e habilidade. Isso fornece a base para manipulação - tanto no nível pessoal, quanto no mágicko. 

Geralmente, o novato em Magia Negra desdenha os outros - até e a menos que o seu valor seja demonstrado ou comprovado. No entanto, conforme explicado anteriormente (em Manipulação I), um novato experiente terá aprendido a sutileza da manipulação: raramente a confrontação direta como um modo de manipulação será usada (a menos que uma pessoa ou grupo mereça ser tratado dessa forma: ou caso essa abordagem seja magickamente necessária. Em vez disso, haverá a abordagem "fluindo com"- manipulação sem a pessoa ou pessoas estarem cientes disso. Muitas vezes, essa abordagem é "psicológica"; outras vezes pode ser psíquica (por exemplo, diretamente mágicka) - ou ainda através do carisma do magista que domina a personalidade da(s) pessoa(s) em questão. 

Seja como for, haverá uma arrogância com base na crença da própria superioridade - e, dessa forma, um isolamento. Pois o verdadeiro Magista Negro, é fundamentalmente um forte individualista que considera a sua própria companhia melhor que a dos outros - a menos que os outros possam ser úteis de alguma forma. Ou seja, não há nenhuma dependência de qualquer tipo, especialmente emocional, em relação a qualquer indivíduo ou indivíduos. Logicamente, é isso que o novato se esforça para alcançar. Não é possível alcançar isso rapidamente - ou somente pela "vontade". Pelo contrário, trata-se de um processo cumulativo - uma mudança alquímica, uma reorientação da personalidade, e tais mudanças levam tempo. 

No caminho sinistro septenário, essas mudanças ocorrem durante o estágio de Adepto Externo e são um prelúdio necessário para o Ritual de grau de Adepto Interno. Um dos aspectos mais importantes desta mudança é o que envolve a companhia - o envolvimento emocional inicial vai mudando gradualmente, deixando de ser uma dependência para se tornar uma parceria - um entendimento mutualmente evoluído; a paixão (sexual e emocional) que o novato possui transforma-se em maturidade. 

A arrogância do Magista Negro não é vazia: não é uma postura. Pelo contrário, ela surge de dentro: a partir do conhecimento e do discernimento que o próprio novato adquire de si-mesmo - ao ter tido êxito em ambos os sentidos, pessoal e mágicko. Através dos objetivos mágickos e práticos definidos para os novatos, eles desenvolvem a autoconfiança, o orgulho e a arrogância verdadeiramente satânicas. O  treinamento e a obtenção desses objetivos práticos geralmente levam o novato ao limite de resistência física e mental - e isso forma o caráter de uma maneira específica [ou derrota o novato, que desiste e deixa a auto-ilusão triunfar - “Eu não preciso de nada disso: isso é tudo ultrapassado ou não me serve; Eu já conquistei o suficiente... - ou ele abandona a busca mágicka e talvez, para mais tarde, tentar outro “método” (que seja mais fácil) ou encontrar outro “professor”].  

Inicialmente, essa arrogância é superficial e expressa por modos, atitudes e até mesmo na aparência. Mais tarde, quando o Adepto a alcança, ela torna-se oculta - exceto nos olhos e no carisma que caracterizam um Magista Negro. Muitas vezes, a manipulação inicial é externa - um complemento para a magia externa - posteriormente, ela se torna “interna” (relacionada aos objetivos internos do Adepto Externo) e mais tarde ainda, aeônica (atada às energias acausais e supra-pessoais). [qv. No Deofel Quartet há exemplos de vários tipos apropriados para Iniciados e Adeptos Externos.] 

Tradução: Yogamaya Purnamasi Devi Dasi
Revisão: AShTarot Cognatus

- Ordem dos Nove Ângulos -